7.5.18

Vale do Silício e jejum pago

Original AQUI
Considerado um modismo ou mania, ideia preocupante... No Vale do Silício há jejuns pagos através de aplicativos, suplementos, fóruns de ajuda. O objetivo é aumentar a produtividade, vendidos como “biohackings”.
Há um corpo crescente de pesquisas e evidências que mostram uma ligação entre jejum e aumento de foco e produção. E talvez até longevidade.
"Períodos de jejum fazem bem", diz Dr. Peter Attia. “Os benefícios são evidentes muito rápido, as pessoas logo percebem mais desempenho, então vale a pena”.
Como parte de um programa de prevenção do diabetes, o PlateJoy, um aplicativo de assinatura de plano de refeições, incentiva os usuários a perder peso e diminuir o risco da doença. 
A empresa não diria quantos clientes tem, mas cerca de 20 milhões de pessoas são elegíveis para receber gratuitamente o programa de treinamento e acompanhamento de progresso de US $ 230 por ano através de sua seguradora de saúde. (Seguradoras pagam ao PlateJoy quando seus clientes perdem peso). 
A co-fundadora Christina Bognet, uma ex-consultora de saúde e neurocientista treinada pelo MIT, diz que o plano incentiva a alimentação com restrição de horário, na qual os praticantes comem apenas durante uma janela de algumas horas.
A Hvmn (pronuncia-se “humano”) busca clientes principalmente em produtividade e desempenho. Seus cubos de café mastigáveis ​​e outros suplementos devem melhorar o foco e a função cognitiva. 
Outro produto contém versões sintéticas de cetonas, compostos que o corpo cria quando está em jejum por tempo suficiente para queimar gordura. 
A Hvmn comercializa a bebida para os atletas (US $ 99 para três pequenos frascos) como forma de melhorar o desempenho e acelerar a recuperação. "É um combustível mais eficiente para o cérebro e para o corpo", diz o co-fundador Geoffrey Woo, apesar de dizer que eles não são destinados a substituir os benefícios do jejum, e sim complementar.
Woo, que jejua 36 horas uma vez por semana, também ajudou a iniciar o WeFast, um conjunto de fóruns do Facebook e Slack com milhares de membros que postam conselhos e incentivos, acompanham seu progresso e se conectam às pesquisas científicas mais recentes sobre o jejum. 
Woo espera que o jejum se torne uma indústria multibilionária. "O problema é um consumo alimentar excessivo, e isso significa instalar uma nova cultura em torno da alimentação".
Valter Longo, professor da Universidade do Sul da Califórnia, estuda a restrição alimentar e a longevidade por décadas. Descobriu que ratos em dietas de jejum vivem mais e realizam melhor as tarefas / têm células cancerígenas morrendo de fome, auxiliando a quimioterapia / dieta de muito baixa caloria retarda esclerose múltipla, matando as células ruins e gerando novas. 
Ele defende o jejum de vários dias e vende um pacote de dieta de US $ 250 por cinco dias que, segundo ele, imita os efeitos de um jejum. A caixa, chamada ProLon, inclui sopas, misturas para bebidas, barras de café da manhã, suplementos vitamínicos e até sobremesas, mas as porções são pequenas o suficiente para que o doente cancerígeno consuma apenas 1.100 calorias no primeiro dia e cerca de 750 em cada um dos próximos quatro, simulando um jejum.
Ratas em dietas de jejum mostraram desequilíbrios hormonais e encolhimento do ovário. Quanto aos humanos, não há dados suficientes sobre os efeitos a longo prazo
Planos alimentares restritos podem tornar as pessoas mais suscetíveis à anorexia nervosa e a outros distúrbios, diz Lauren Smolar, diretora de programas da National Eating Disorders Association.
O capitalista de risco Libin, que perdeu 60 quilos com jejum, reconhece que não é para todos. "É algo que funciona muito bem para mim. “Eu tenho mais energia, resistência, clareza mental, meu humor é melhor - eu ponderei tudo isso".
Meu parecer: o jejum é milenar dentro das religiões por seu poder transcendental, na medicina ayurveda, na macrobiotica. Há inúmeros protocolos, todavia deve ser iniciado sob supervisão médica.

11.4.18

Relação entre infarto e problemas dentários

VEJA  AQUI   E    AQUI

 Mulher com fio dental.
Alguns estudos afirmam que dentes ruins estão associados a coração ruim, levando a crer que cuidando melhor dos dentes, melhora-se o risco de infarto...

NADA DISSO !!!

Não é dente ruim que prejudica o coração... Nutrição ruim piora os dentes e coração, segundo Annika Dahkquists.
A causa comum entre ambos (dentes ruins e coração ruim) é alta proporção de carboidratos, baixa proporção de gordura natural e excesso de alimentos industrializados.
Açúcar e amido, juntamente com bactérias na boca, geram o ácido que destrói os dentes, causando cáries e inflamação da gengiva, que por sua vez causa perda dentária. 
Açúcar e amido, assim como o aumento do conteúdo de insulina que eles fornecem, causam inflamação das artérias, o que, por sua vez, causa ataques cardíacos.
Cuide dos dentes, cuide mais ainda da nutrição. Canal mal feito pode ser foco de bactérias que vazam para o sangue e nos inflamam. E não fume!

10.4.18

Discussão Nutricional no Parlamento Europeu

ORIGINAL AQUI ; AQUI E AQUI
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Médicos de renome, como Aseem Malhotra, estarão unindo forças em um painel de discussão no Parlamento Europeu em Bruxelas na próxima quinta-feira, 12 de abril.
A indústria alimentícia e a farmacêutica realmente matam pessoas por lucro? O debate descortinará o mundo obscuro do lobby da Big Food e da Big Pharma "para influenciar diretrizes dietéticas e médicas".
Eles apresentarão evidências de como as indústrias de alimentos e medicamentos têm coagido os médicos a prescrever tratamentos desnecessários e potencialmente prejudiciais. Acabarão com a "epidemia de desinformação" no meio médico e nutricional.
Esse grupo de cientistas médicos defende a redução do consumo de açúcar (farináceos e comida industrial), além dos danos de se intoxicar com "excesso de remédios".
"Choosing Wisely" é um grupo norte-americano fundado para iniciar conversas entre médicos e pacientes, combatendo tratamentos desnecessários. Esse grupo estará com eles.
Com os sistemas de saúde globais previstos para entrar em colapso nos próximos anos, duas coisas impulsionam a demanda cada vez maior: A carga crescente de doenças crônicas causadas pelo estilo de vida e o excesso de tratamento arbitrário e desnecessário, levando inúmeras pessoas a tomarem drogas e passarem por cirurgias com “benefício zero” e  muitos efeitos colaterais, ao mesmo tempo em que custam bilhões ao sistema de saúde.
Controvertidas drogas redutoras de colesterol, conhecidas como estatinas, ficarão sob os holofotes no evento em Bruxelas. Sir Thomson pediu por uma investigação independente sobre os medicamentos campeões de vendas, depois que as pesquisas descobriram que os dados dos testes existentes são falhos.
Haverá uma chamada aos diabéticos (tipo 1 e 2) a ignorar as diretrizes atuais do governo para dietas baixas em gordura. Em seu lugar, mostrarão o benefício para os diabéticos de seguir diretrizes que reflitam evidências científicas robustas e independentes. 
A nutrição correta (cortar açúcar,  farináceos e comida industrial) reduziria a dependência de medicamentos para diabetes e insulina em mais de 50%. 
Os membros do painel pedirão uma revisão completa das diretrizes nutricionais para remover a influência da Big Food e da Big Pharma.

3.4.18

Dicas para um cérebro saudável

Inspiração daqui     Resultado de imagem para imagem cérebro
Ingira alimentos naturais; comida de verdade. Inclua proteína animal na dieta, por ser mais fácil de digerir: frutos do mar, carnes, miúdos, aves, ovos, laticínios integrais moderados (ou de cabra, ovelha). Diminua as sementes (nozes).
As proteínas vegetais são ricas em “ anti-nutrientes” que roubam minerais do cérebro. Dieta vegana requer suplementação adequada de nutrientes essenciais, incluindo vitaminas B e K2. EPA, DHA, ferro e zinco. 

Evite grãos (trigo, milho, aveia, etc; o arroz é menos pior) e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, fava, soja, amendoim etc). 
São pobres em nutrientes e ricos em antimetabólitos: lectinas (pegajosas), glútens (irritam o trato digestivo), ácido fítico (é um imã mineral), cianeto (causa hipotiroidismo), arsênico.
Grãos e leguminosas não vêm envoltos em frutas doces, pois não são projetados para serem comidos. São de difícil digestão e de má adaptação ao nosso sistema metabólico.

Afaste ao máximo amidos refinados (farináceos) e açúcares (nas várias formas), pois causam picos anormalmente altos nos níveis de açúcar e insulina no sangue, que desestabilizam a química do cérebro.

Substitua óleos refinados industriais (soja, canola, milho, girassol, margarina etc), por gorduras naturais (banha, manteiga, óleos prensados a frio). 
Ácidos graxos ômega-6 promovem inflamação. Nosso cérebro e sistema imunológico exigem ômega-3 para funcionar adequadamente. 

Ao sentir sede, beba água pura; evite até mesmo suco natural de fruta sem açúcar, pois o corpo não consegue distinguir entre várias formas de açúcar líquido. 
Minimize o álcool e tenha cuidado com a cafeína, especialmente se tiver ansiedade ou insônia.

Teste a resistência à insulina (também conhecida como “pré-diabetes”): causa a maioria das demências, depressão, transtorno bipolar, psicose. 
Dieta de baixo carboidrato e exercício são eficazes e sustentáveis, mantendo um peso saudável, evitando o risco de condições médicas crônicas, incluindo diabetes, doenças cardíacas e algumas formas de câncer. 

Teste a deficiência de ferro. O cérebro precisa dele para a produção de neurotransmissores (serotonina,  dopamina e norepinefrina), geração de energia cerebral, função hipocampal (memória) e sinalização celular. 
Se houver deficiência, aumente a ingestão de carne vermelha, carne de órgãos e frutos do mar. Diminua a ingestão de alimentos vegetais que interferem na absorção de ferro. 
Fitatos (encontrados em feijões, nozes, sementes e grãos), oxalatos (encontrados em folhas escuras, beterraba, sementes de gergelim, batata-doce) e taninos (encontrados em nozes, cacau, vinho, chá, canela, frutas "que amarram a boca") reduzem o acesso do cérebro ao ferro.
Alimentos vegetais contêm uma forma de ferro que é difícil para o corpo humano utilizar. Suplementos serão necessários para veganos.

Teste deficiência de vitamina B12. Sem essa vitamina essencial, o corpo não pode sintetizar DNA, RNA, glóbulos vermelhos ou mielina (a substância que envolve e isola nossos circuitos cerebrais). 
Pode haver problemas psiquiátricos sérios (depressão, psicose, falta de memória, mudança na personalidade, manias). Meça o nível de ácido metilmalônico. 
Em deficiência nutricional simples de B12, aumente a ingestão de carnes vermelhas, moluscos, carnes de órgãos. 

Encontre uma forma de exercício prazerosa e faça pelo menos três vezes por semana. Musculação constrói e tonifica os músculos, ideal na prevenção e no gerenciamento da resistência à insulina.

23.3.18

Medicina Darwinista


Extraído texto e imagem (hadza- Tanzânia)  daqui
Os componentes básicos da nossa biologia foram projetados para as condições da Idade da Pedra. Os circuitos do cérebro humano evoluíram em ambientes que diferem acentuadamente dos que temos hoje.
A nutrição e o estilo de vida desempenham um papel básico na formação da nossa saúde. Bactérias amigáveis ​​são aliadas extremamente poderosas na luta contra patógenos.
Os micróbios que colonizam o corpo exercem um papel vital na formação da biologia e saúde. Drogas como antibióticos, geram impactos negativos sobre o microbioma.
Nosso corpo é um sistema biológico composto de partes interconectadas. Diferentes doenças e problemas de saúde se desenvolvem como resultado dos intestinos deficientes e da inflamação crônica.
Todos os seres vivos neste planeta, incluindo nós, progrediram através da seleção natural. Darwin, em seu livro "A Origem das Espécies", explica porque os organismos são vulneráveis ​​a doenças. Há muita conexão entre saúde e aptidão biológica no contexto da evolução darwiniana.
A maioria das doenças se desenvolvem como resultado de interações complexas genoma-ambiente. É impossível controlar todas essas interações apenas com drogas.
Muitas manifestações e sintomas de doenças (dor) são defesas corporais moldadas pela evolução. Bloqueá-las através de drogas em muitos casos, faz mais mal do que bem. Com a febre alta, o corpo cria um ambiente hostil aos patógenos que nos atacaram.

21.3.18

Nutrição e Degeneração Física

Tirei daqui
Não adianta apenas comer, sem atentar à riqueza (ou pobreza) nutricional na porção de alimentos. Solo, colheita precoce, transporte, armazenamento, diminuem a densidade nutricional.
Antimetabólitos como oxalatos nas verduras, inibem a absorção de cálcio. O espinafre libera uma pequena parte de seu cálcio para absorção, enquanto a couve libera um pouco mais, entretanto inibe o iodo e afeta a tireoide...
O espinafre (sobretudo cru) ainda prejudica a absorção de cálcio de outros alimentos e seu oxalato contribui para cálculos renais. Ele definitivamente não é sinérgico com laticínios.
O cálcio dos laticínios, zinco e o ferro heme, encontrados em produtos animais, são mais biodisponíveis que nos vegetais, pois há formas precursoras e ativas de nutrientes.
O betacaroteno da cenoura é precursor da vitamina A (retinol), enquanto a manteiga contém a vitamina A já ativa. Dependendo da genética, pouco desse caroteno será convertido em vitamina A. Nem todas as pessoas obtém vitamina A suficientes de vegetais, requer uma microbiota bem sadia.
Quanto à vitamina B6, ingerindo piridoxina de vegetais, o fígado (se estiver saudável) transforma em piridoxal com uma enzima que requer B2, a riboflavina.
Cada grupo étnico evoluiu cultural e geneticamente para absorver nutrientes relacionados aos alimentos de sua região de origem (dieta e estilo de vida).
Por mais natural, fresca, orgânica que a comida seja, ainda há uma necessidade corporal a ser satisfeita, de acordo com cada individualidade.
É importante catalogar sinais e sintomas, e prováveis deficiências: se a nutrição o deixa energético na medida certa ou cansado, sonolento! Conhecer nossas reações fará a otimização nutricional, descartando alimentos que não nos caem bem.
Doenças como a SIBO, mudanças na microbiota, parasitas, inflamação crônica, luz solar, toxinas, estresse e sono ruim, prejudicam a absorção e assimilação de nutrientes.
Uma alimentação variada, com carnes de órgãos frequentes, sopas com ossos, ovos caipiras, vegetais, agrega micronutrientes (vitaminas, minerais, fitoquímicos, antioxidantes).
Há aplicativos para anotar os alimentos ingeridos e receber uma combinação de valores diários recomendados. 
E a suplementação?
A suplementação terapêutica atinge um objetivo específico num período específico de tempo. A manutenção complementa a dieta que não atende plenamente as necessidades.
Nas combinações e doses padronizadas (e não individualizadas), recebe-se altas doses de alguns nutrientes e baixas de outros, e todas num só gole em jejum, o que leva à absorção rápida e pode acusar excessos no organismo, sendo grave em alguns casos. No outro extremo, há a má absorção(cocô vitaminado).

17.3.18

LIVE EMAGRECIMENTO AVANÇADO

Comida e "comida"


A densidade nutricional do alimento, mesmo que natural e até orgânico, já não é como no passado, devido à poluição do solo, água e ar. 
Energia eletromagnética, metais pesados, solo exaurido, sementes híbridas e transgênicas...
Se aliado a isso, privilegiarmos a hiper palatabilidade do Junk Food (impossível comer um só), teremos um risco aumentado.

Jejuar às vezes, procurar um sono repousante, gerir o estresse, estar na natureza (pisar a terra e tomar sol), ter vida comunitária, estimular a mente (intelectual e espiritual) e mexer o corpo ajudam.
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