16.2.18

O que é nutrição Keto?

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Uma alimentação natural, de inspiração ancestral / evolutiva,  do caçador / coletor, contém várias vertentes. Em todas, afasta-se ao máximo os farináceos, açúcares e comida industrial. 
Cozinha-se com banha ou manteiga / azeite ou óleo de coco e abacate. Os temperos são naturais frescos ou desidratados.
A "Páleo / Primal" simplesmente é comer qualquer comida de verdade, alimento fresco, o que vem direto da natureza: bicho e planta.
É próxima à filosofia "Slow Food", priorizando alimentos sazonais, locais, orgânicos, carne de vida livre (caça, pasto). Tudo comprado com o mínimo de atravessadores.
Ideal para problemas auto imunes, idosos, crianças, gestantes e lactentes, pessoas saudáveis ou abaixo do peso.
A "Páleo Slow Carb" já começa a se preocupar um pouco com os carboidratos, sobretudo frutas muito doces que sofreram excessivas hibridagens. 
A Slow Carb libera apenas os carboidratos de lenta absorção, principalmente os tubérculos / bulbos / raízes. Ideal para manter o peso e para hipertrofia.
A "Páleo Low Carb" é bem parecida à "Slow", porém com um pouco mais de restrição aos vegetais que crescem abaixo da terra e também frutas doces / secas.
Low Carb é ótima para tratar Síndrome Metabólica. Proporciona perda (com manutenção) de peso, diminui resistência à insulina / intolerância à glicose. Melhora os marcadores dos exames de rotina.
Keto ou cetogênica (very low carb), restringe severamente os carboidratos. As frutas permitidas são coco, abacate, limão, azeitonas e algumas bagas (frutinhas silvestres: pitanga, acerola, uvaia...).
Todos os vegetais de cor verde (folhas e frutos) são consumidos à vontade. Os outros vegetais de baixo amido são mais moderados, compondo a base da keto. 
Proteína gorda: carnes e miúdos, ovos, oleaginosas (amendoim) e laticínio integral (queijo, iogurte, nata, manteiga) complementam, sem exageros.
A Keto é utilizada  em terapias (algumas ainda experimentais): Epilepsia, Alzheimer, Parkinson, câncer, diabetes II, perda de peso após o platô, e até com crianças ( doenças neuro comportamentais - espectro autista, hiperatividade, etc). 
Ultimamente, pela popularidade, alguns fazem da Keto um estilo de vida, para se beneficiar do estado de cetose (usar gordura como combustível em vez do açúcar). 
Porém, por suas limitações de variedade, carece o acompanhamento profissional e estudos autodidatas, para que não faltem micronutrientes.
As bebidas são água e infusões naturais à vontade, café e vinho tinto seco com moderação.
Obviamente, é possível baixo carboidrato comendo junk food, contudo foge à filosofia "comida fresca", que inclui gestão do estresse, ritmo circadiano, vida comunitária e propósito, contato com a natureza (sol).

Qual o melhor azeite?

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No meu modo de pensar, enquanto os azeites nacionais ainda são uma iguaria, o melhor azeite é aquele contido nas azeitonas.
Eu prefiro consumir azeitonas pretas e verdes na minha salada / comida, pois a insegurança pela possibilidade de adulteração e oxidação de azeites, mesmo com os altos custos, me afasta deles.
A Serra da Mantiqueira vem sendo azulada pelas plantações de oliveiras, e num futuro médio, teremos acesso a esse luxo mediterrâneo.

14.2.18

Quanto carboidrato?

FONTE
20 gramas de carboidratos em pão, macarrão, arroz e batatas
Comparativamente, os pratos com amido contém o mesmo carboidrato dos outros abaixo, porém a quantia é bem diferente.
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Se fizermos 3 refeições ao dia, acrescentando aos pratos de baixo:  carnes, ovos e queijos gordos / chá, café, limão, azeitona, abacate e coco, teremos uma nutrição Cetogênica ou Keto - o mais baixo grau em Low  Carb.

12.2.18

Chile contra os "pedófilos do Sec. XXI"

FONTE
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Na luta contra a síndrome metabólica, o governo chileno venceu as pressões e emitiu restrições ambiciosas na rotulagem de junk food.
O senador médico Giraldi propõe medidas de rotulagem a dez anos, emperradas pelos interesses da "Big Food", que raramente era incomodada. O fato de Bachelet ser pediatra facilitou a conquista.
Uma coalizão de funcionários eleitos, cientistas e ativistas da saúde pública enfrenta a feroz oposição da "Big Food" e seus aliados no governo. 
Restrições à publicidade, redesenho de embalagem (sem personagens), proibição de brinquedinhos tipo "kinder ovo", rotulagem mais severa e educação nutricional compõem o pacote.
A proibição da venda de junk food em escolas e veto à propaganda em programas infantis já vigoram. Para logo, das 6 h às 22 h nenhum anúncio de comida-lixo será permitido e as fórmulas infantis ("leite") serão banidas para estimular o aleitamento materno.
Selo negro nas embalagens de junk food são obrigatórias. A obesidade infantil no Chile está entre as mais altas do mundo: metade das crianças de 6 anos estão acima do peso ou obesas.
Barras de cereais, iogurtes e sucos de caixas, anunciados como "saudáveis", "naturais" ou "fortificadas com vitaminas e minerais", agora possuem selos que forçam a precaução. 
Empresas já estão mudando os produtos para evitar o selo. A Nestlé reduziu o açúcar em bebidas de chocolate; batatas fritas foram removidas das refeições Happy Meal do McDonald's; empresas locais promovem novos produtos, como frutos secos para venda nas escolas.
Nas escolas, professores e crianças estudam as medidas, e as mães são incentivadas pelos filhinhos a escolher produtos menos piores.
A PepsiCo e Kelloggs argumentam que os regulamentos violam questões de propriedade intelectual e já recorreram. A Big Food mexeu os pauzinhos e já suavizou a restrição à publicidade e proibição total de junk food perto de escolas.
Problema: a coca-cola conseguiu a retirada do selo em alguns produtos, simplesmente trocando a metade do açúcar por adoçantes artificiais, em vez de fazer bebidas menos doces... 
Outras empresas já usam a ausência de selo em seus produtos  para promove-los como "saudáveis".
No Brasil, o Dr. Monteiro, articulador do melhor "Guia Alimentar" do mundo, já se manifestou a favor! O IDEC estuda um selo em forma de triangulo (advertência universal).

Gluconeogênese / proteína



otimizando a nutrição
FONTE
Há sempre dúvida em relação à quantia ideal de proteína numa dieta Low Carb...
Pessoas diferentes precisarão de diferentes quantidades de proteínas, dependendo do estágio da vida e níveis de atividade. 
O corpo pode converter proteína em glicose (isto é, gluconeogênese), se realmente precisar, mas é trabalhoso, de modo que prefere obter energia dos carboidratos ou gordura.
É difícil exagerar na proteína, pois é muito saciante; ao ingerir o suficiente, o corpo passa a desejar gordura e carboidrato para extrair energia. Entretanto, evitá-la pode levar ao consumo maior de calorias.  
É o componente mais importante da dieta, necessária para construir e reparar músculos, órgãos e tantos componentes do corpo. E o corpo procurará pela proteína.
Seguindo o apetite e buscando alimentos naturais (não suplementos) densos em vitaminas e minerais: vegetais, ovos, carnes de órgãos, a proteína será suficiente para repor os nutrientes mais escassos: potássio, magnésio, colina, vitamina D.
Em cetose terapêutica (câncer, demência, Parkinson, epilepsia) realmente há necessidade da restrição proteica para evitar qualquer porcentagem de gluconeogênese. Para os saudáveis, mais proteína e menos cetose significa mais micronutrientes.
A insulina, mesmo aquela da gluconeogênese, não é apenas maléfica: leva nutrientes às células, mantém e constrói músculos, regula a excreção de glicose do fígado para o sangue.

8.2.18

Serei diabético?

Fonte (e seus links)
No caso da diabetes, valor normal não significa ideal
TESTE

Insulina  jejum
Normal

 
2  -   ?
Pre-diabetes

       
 ?
Diabetes

  
?  -  23
Glicemia jejum <99   100-125> 126
 Prova Intolerância
Glicose Oral 2 horas
(colhe  sangue a
cada meia hora)
<140   140-199> 200
Hemoglobina a1c (%)
(aquele que mede os
últimos 3 meses)
<6      6-6.4> 6.4
A insulina em jejum apresenta valores de 2  a  23, cabendo ao médico interpretar, conforme o contexto e individualidade. 
Porém, há um consenso de que 8 já considera-se resistência à insulina / intolerância à glicose. O normal seria em torno de 5; e o ideal em torno de 3.
Hemoglobina a1c (%): mede as células (hemácias) que contém açúcar grudado.  Deve haver menos de 6 glicadas a cada 100 células.
As hemácias podem viver de 80 a 150 dias, dependendo da saudabilidade da pessoa. Diabéticos e anêmicos terão as células renovadas a cada 80 e poucos dias. Saudáveis podem manter hemácias por até 5 meses circulando no sangue.
Esse exame pode ser falho. Saudáveis terão erroneamente, muito açúcar grudado às hemácias no período de 3 meses, por elas ainda não terem sido renovadas. 
Diabéticos terão resultado baixo pelo fato das células se renovarem em menos de 3 meses. O ideal seria existir dois testes: de 3 e de 4 meses para se comparar. 
Coma 150 g  de carboidratos líquidos por três dias antes do teste. Quando adaptado a queimar gordura (nutrição low carb), a tolerância aos carboidratos diminui e o exame dará alterado após beber aquela glicose pura.
É igual o intolerante à lactose: mais tempo sem leite, maiores efeitos colaterais ao ingerir. O organismo desaprende!
A glicemia em jejum pode ser falha para pessoas em estado de cetose nutricional; nesse caso, medir 2 h após refeição por alguns dias, variando os alimentos mais ingeridos, é confiável.
Outros 3 exames adjuvantes são: frutosamina (para anêmicos ou grávidas), ácido úrico e triglicerídeos. 
Frutosamina mede concentrações médias de açúcar no sangue nas últimas 2-3 semanas. Não é afetada pela expectativa de vida dos glóbulos vermelhos em diferentes indivíduos.
HOMA-IR mede o grau de resistência à insulina. É medida a insulina e a glicose em jejum; padrões ideais vão de 0,5 a 4,0.

O teste caseiro em que se usa o glicosímetro (margem de erro 10%) 2 h após refeição: é prático, barato, seguro e dá parâmetros sobre quais alimentos abolir, evitar e liberar. 
O ideal é não passar de 140. Medindo também antes do almoço, três horas após, a medida deve dar um valor próximo a esse. 
Uma hora após o almoço não deve passar de 180 para quem já faz low carb. Ajuste melhor a nutrição; se persistir 180, procure um especialista. 

Estresse, falta de sono e certos medicamentos, também afetam o açúcar no sangue.
TRANSAMINASES testa o grua de comprometimento hepático, através das aminas no fígado. O padrão ideal vai de 7 a 40.

7.2.18

Comida fresca



Uma nutrição saudável requer o afastamento de comida industrial, farináceos e açúcares.
A máxima "descasque mais e desembrulhe menos" vale como parâmetro.
Comer bicho e planta, comida de verdade, limpar o paladar para sentir as sutilezas que há no doce da cenoura, no sabor dos temperos frescos.
Nossas papilas gustativas se renovam a cada 2 a 3 semanas. Então, um mês ingerindo os frescos é suficiente para limpar o paladar. 

6.2.18

Frutas preferenciais

FONTE
10 melhores frutos com baixo teor de carboidratos

Sendo frutas, as guloseimas da natureza, devem ser iguarias consumidas em pequenas quantidades. 
As frutas silvestres devem ser preferidas às cultivadas, pois em geral são menores, menos doces e mais fibrosas. 
Pitanga, goiaba, jambo, acerola, jatobá, ingá, araticum, araçá, uvaia, jambolão e tantas outras.
Não são alimentos para "encher barriga" ou se tomar em suco, numa nutrição cetogênica; todavia na Paleo e Slow Carb, são consumidas segundo o bom senso.
Na imagem acima, temos o menor teor de carboidratos da esquerda para a direita.
Podemos também incluir à esquerda: coco, limão, abacate e azeitonas, com romãs e nêsperas ao meio.
As maçãs verdes e peras se equiparam ao melão, ao passo que mangas, uvas e bananas são densas em carboidratos.
Pessoas fissuradas por frutas, devem fazer delas sua maior fonte de carboidratos, evitando amidos. E sempre manter os frutos (legumes) em primeiro lugar.
Troca-se melancia por melão, mamão papaia por formosa, maçã vermelha pela verde, mexerica por laranja e até eventualmente, banana nanica por prata.
Consumidas isoladamente em lanches, abrirão o apetite. O consenso maior é que se consuma após almoço ou jantar, como sobremesa.