23.4.16

Desemprego

Resultado de imagem para imagem fila desemprego
Terrível a situação atual em nosso Brasil... salários achatados, empresas fechando, pactos sindicais. O triste é ver-se na rua sem onde recorrer, sem a menor perspectiva de nova colocação... E as contas se acumulando: um niilismo só. 
Os familiares de meus aluninhos passam por isso toda semana; meus clientes (da oficina) reclamam de quedas nas vendas; alguns parentes estão no fio na navalha.
Aqui, muitos clientes não estão pintando as rodas por economia, apenas desempenam aquelas amassadas e empurram com a barriga.
Até mesmo um primo cantor de música sertaneja quase não tem tido shows; está trabalhando com o sogro para fazer um extra. O outro, vendedor - só viaja de terça a quinta, e olhe lá.
No mercado, alimentos caríssimos, inclusive na feirinha. Entretanto, neste feriado prolongado, o cheirinho de churrasco purula por tantos quintais. E a cervejada "ainda" tá correndo solta...
Fiotão, como eu já disse, também perdeu emprego que amava, na fábrica de avionetas. Passamos todo o mês de outubro aguardando aquele veredicto sombrio.
Novembro foi cheio de tensões, madrasta sensação de perda e culpa, ansiedade ao porvir. Também aproveitou para terminar a monografia da especialização.
Início de dezembro, conseguiu vaga na mais defamada fábrica do distrito industrial, após inúmeros currículos sem resposta por todo o Brasil.
A única empresa que está contratando ainda... Ele ganha menos, batalha mais e com inúmeras responsabilidades.
Após os trâmites e testes em dezembro, iniciou prá valer no primeiro dia útil de janeiro. Vomitou a semana inteira, momentos antes de sair de casa. Sabia onde estava amarrando seu jumentinho.
Está lá, meio a trancos e barrancos, ora borocoxô e ora mais animado. Tem aprendido muito na área técnica, e também sobre os desesperados jogos de poder nos bastidores empresariais.
A parte boa é que seu uniforme do departamento de engenharia é uma camiseta preta, facin de lavar e não precisa passar! E as refeições são saudáveis.

2 comentários:

  1. É...A crise está brava! Mas seu filho está aprendendo e sabemos que toda experiência é válida, nem que seja só para nos impulsionar para outros mares. Tudo vai se encaixar, temos que dar tempo ao tempo, não vamos deixar barata essa crise, estamos atentos, não? Beijo e muita força para esse seu garoto, que há de ver dias melhores.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grata pela força, Lucinha!
      São tantos desempregados desiludidos e sem recursos. O aumento da criminalidade é iminente com esse desgoverno...
      Realmente tem sido "quase uma especialização" essa nova empreitada na fábrica. Quando o projeto acabar, ele estará mais fortalecido.
      O fato de estar ainda morando conosco facilita. Quem sabe no futuro ele não assuma a oficina do pai?
      Beijões esperançosos!

      Excluir

Desativado

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.