6.7.17

Colesterol

Resultado de imagem para imagem coração órgão
O tema colesterol está cada vez mais controverso!
Apenas cerca de 15% do colesterol vem de nossa nutrição; o restante é fabricado pelo próprio organismo de acordo com cada individualidade genética e bioquímica. Ele é extremamente necessários para diversas funções corpóreas, não é tão vilão quanto o pintam. Se não comemos colesterol, o corpo fabrica e pronto.
Até que ponto as estatinas são realmente necessárias ou tornam-se até mesmo maléficas para quem as está tomando (pois há risco de efeitos colaterais)?
Quando o colesterol é verdadeiramente preocupante?
Qual a relação HDL e triglicerídeos?
Divide-se os triglicerídeos pelo HDL. O ideal é menos que 2; quanto menos, melhor.
Qual a relação HDL e LDL?
Colesterol total dividido por HDL, ideal abaixo de 4,5.
Dentro do LDL, quantas partículas são grandes (boas) ou pequenas (ruins)?
Por que não se informa que colesterol bem baixo mata tanto quanto colesterol bem alto?
Não se explica que colesterol alto geralmente é ruim se o HDL dentro dele estiver muito baixo.
Triglicerídeos também entram na conta. Esses, quanto mais baixinhos, melhor (sobem com açúcares, farináceos refinados e óleos inflamatórios).
Este estudo publicado no PUBMED da Faculdade de Medicina da Universidade de Georgetown, Washington, DC (se não abrir, procure ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2383159) com o título
"Within-person fluctuations of serum cholesterol and lipoproteins. - NCBI", constatou o seguinte:
"O National Cholesterol Education Program iniciou uma Campanha Nacional para detectar o colesterol em milhões de americanos adultos. Para determinar se tais amostras aleatórias representam o verdadeiro estado de lipoproteína de um indivíduo, medimos o colesterol sérico total em jejum e as lipoproteínas, semanalmente durante 4 semanas, em 20 indivíduos entre 22 e 63 anos. As amostras duplicadas foram testadas por dois laboratórios padronizados, cada um em cinco dias consecutivos. Variações de mais de +/- 20% nos níveis séricos de colesterol total, colesterol de lipoproteínas de baixa densidade e colesterol de lipoproteínas de alta densidade foram observadas em 75%, 95% e 65% dos indivíduos, respectivamente. Ao testar novamente, 40% dos indivíduos se mudaram para dentro ou fora de uma "categoria de risco". Em 10%, mudaram das categorias de "desejável" a "alto risco", ou vice-versa. Esses dados demonstram que o teste aleatório pode cair por terra para detectar grandes flutuações nos níveis de lipoproteínas séricas e, portanto, resultar em atribuição errônea de risco ou intervenção terapêutica desnecessária."
Paradoxo: hoje ou faço o exame sanguíneo e necessito de estatinas urgente; amanhã refaço e não preciso mais; depois de amanhã faço o terceiro teste e volto a estar em risco; no quarto teste me torno saudável novamente. Tudo numa única semana e sem mudar a rotina.
Um médico sensato deve observar o paciente como um todo: circunferência abdominal, sobrepeso, pressão arterial, resistência insulínica, inflamações crônicas e sobretudo os triglicerídeos; não apenas o colesterol.
Bem faz o Japão que pede testes de colesterol apenas em contextos especiais.
VEJA TAMBÉM AQUI

Image Google